Saudades do Brasil de Aurora Miranda

Em 1999, marcamos um chá, pontualmente às 5hs. Levei uma câmera pesada, esperei na sala, tímido, com perguntas decoradas para “fazer bonito”.

E de repente entra ela, Aurora. Gravei pouco. Falamos muito. O perfume de Aurora pespegou-se em minha memória – por vezes ainda o sinto. E ouço, no silêncio do silêncio de uma saudade guardada, a voz de Aurora cantando “Alguém me ama”, “Você só mente”, “Cidade Maravilhosa”. E me flagro aos prantos, com saudades de Aurora. Com saudades de mim. Com saudades do Brasil!

“Eu queria ser o Pato Donald”, lembro-me de ter dito a Aurora! E ela, discretamente, riu, e deu-me um beijo no rosto.


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