Enquanto aguardo o início de mais uma palestra de um certo congresso que estou participando em Ribeirão Preto, aproveito o cyber daqui para falar, rapidinho e rasteiro (como diria Adoniran Barbosa), de uma dica de leitura repassada pelos amigos Alexandre Dias e Alan Romero para vocês: um belo artigo de autoria de Hermínio Bello de Carvalho publicado no jornal Gazeta Mercantil sobre Fafá Lemos, virtuoso violinista brasileiro falecido recentemente no último mês de outubro e que fez história na música instrumental deste país.
Providenciarei a versão digital do texto. Enquanto isso, deixo aqui este link que leva a uma imagem escaneada do mesmo (não é o ideal, mas está bem legível).
Hermínio presta uma justa homenagem a Fafá, destacando as dificuldades passadas durante sua carreira ao conduzir a defesa de seu instrumento – atípico para as formações instrumentais populares – através de sua música e genialidade e citando pequenos causos com seus ilustres colegas de profissão e admiradores: “(…)imagino a festança lá em cima: Chiquinho, Garoto, Carolina, Pixinga, Jacob – todos recebendo o grande Fafá, ele em sua cadeira de rodas que nem um super-homem, mas empunhando ainda seu admirável violino, que nada tinha de cigano. Era coisa suprema que nem Jascha Heifetz ou similares, que nem aquele francês Stephanie Grapelli, que gravou com Baden – e que era considerado um papa do instrumento. Diria melhor: cardeal, arcebispo, monsenho, por aí. Papa mesmo, com direito a mitra, era mesmo o Fafá Lemos.”




